sábado, 26 de junho de 2010

Vitória no STJ reforça direito legítimo dos servidores à mobilização

Servidores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ainda comemoram a decisão do Superior Tribunal de Justiça que garante o direito de mobilização da categoria sem corte de ponto. A decisão unânime aconteceu nesta quarta-feira (23), e abre um importante capítulo na luta dos servidores federais pelo reconhecimento de seu direito constitucional de se mobilizar. Com este entendimento, o STJ estabelece um divisor de águas nos processos de conflito entre servidores e governo. Sem direito reconhecido à negociação coletiva, os servidores, historicamente, sempre se viram obrigados a lutar com mobilização e unidade por demandas não atendidas e por direitos não reconhecidos pelo governo.

Relator da decisão, o ministro do STJ, Hamilton Carvalhido, ressaltou em sua análise que a greve deflagrada no MTE cumpriu todos os requisitos impostos por lei, “não se justificando a pretensão da União em puni-los para impedir que a referida greve acarrete o temido ‘efeito multiplicador’, vindo assim a impedir que o Governo Federal possa punir quem cumpre a lei no exercício de um direito constitucional”.

Direito legítimo

Há mais de 70 dias com atividades paralisadas, servidores do MTE comemoram a decisão em todo País. Em nota oficial do movimento da categoria, os servidores apontam a decisão não só como resgate do direito de greve como confirma o STJ como o “Tribunal da Cidadania”. “Sem dúvida, as decisões do STJ trazem o marco de vanguarda e esvazia o discurso do Governo Federal que teima em não reconhecer o direito dos servidores conquistado em um legítimo e democrático processo negocial”, diz o documento.

A expectativa é de que a decisão reforce a necessidade de restabelecer uma relação democrática que auxilie na solução de conflitos entre servidores e Governo. Promover a marginalização das manifestações de luta dos servidores públicos é dar descrédito à importância dessa categoria para o desenvolvimento e crescimento do Brasil. Para que haja coerência no discurso da “Democratização das Relações do Trabalho no Setor Público” é preciso reconhecer deveres e direitos de ambos os lados, ou os conflitos continuarão sendo inevitáveis. As últimas decisões do STJ apontam na direção do entendimento da Justiça de que a mobilização dos servidores é legítima. Este processo dá força a todas as categorias que buscam definitivamente o reconhecimento de seus direitos de mobilização e à negociação coletiva.

Fonte: http://condsef.org.br/

Editado por ZeRepolho

quinta-feira, 24 de junho de 2010

CNASI RESPONDE A LULA PORQUE SERVIDORES DO INCRA FAZEM GREVE

24/06/2010 por cnasilutas

Em ofício encaminhado, nesta quinta-feira (24/6), à Presidência da República, a Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi) esclareceu ao presidente Luís Inácio Lula da Silva as causas que levam os profissionais da autarquia realizarem greves.

O documento informou que o Incra teve suas atribuições ampliadas enormemente, quando o quantitativo de famílias assentadas saltou de aproximadamente 200 mil para quase um milhão, ou seja, cerca de 3,5 milhões de pessoas assentadas em mais de 8,3 mil Projetos, ocupando uma área equivalente a 84 milhões de hectares.

Foi destacado ainda que o Incra atua também nos processos de discriminação, regularização e arrecadação de terras públicas, além de um elenco de ações inerentes ao cadastro de imóveis rurais e ao ordenamento fundiário do País, envolvendo uma área superior 500 milhões de hectares.

O texto procurou explicar ao presidente da República que mesmo com uma grande quantidade de atividades/atribuições o Incra tem um pequeno quadro de servidores e que eles são muito mal remunerados. As greves dos servidores estão relacionadas a essas disparidades.

Confira abaixo a íntegra da resposta da Cnasi

Senhor Presidente,
Chamou a atenção dos servidores do INCRA – autarquia que em 9 de julho próximo completa 40 anos, a vossa atitude, no lançamento do Plano Safra 2011, em 16 junho do corrente, ao proferir a frase: “Não é fácil o trabalho no Incra, porque todo dia tem uma greve no Incra. Pense num povo que gosta de fazer greve. O pior é que eles fazem greve para a gente perceber que eles estão em greve. Por isso, poderia ter sido muito melhor”.

Ao julgar intempestivamente as quatro greves que os servidores do INCRA fizeram no curso dos oito anos do vosso Governo, até porque ninguém é masoquista para fazer greve todos os dias, queremos dizer, de forma mui respeitosa, que o ilustre Presidente esqueceu-se de considerar os seguintes fatos:

a) Que o INCRA, a despeito de seu relevante papel como órgão executor das ações de reforma agrária e ordenamento fundiário – essenciais ao provimento das necessidades dos povos do campo, no que tange à estruturação de uma nova ordem sócioambiental, pilar de relações mais equilibradas (homem, terra e meio ambiente) -, está a demandar, por parte do vosso Governo, maior atenção a disponibilização dos meios de que necessita para o seu pleno funcionamento.

b) Que os reconhecidos esforços do vosso Governo em aparelhá-lo para cumprir essa missão têm, infelizmente, se mostrado insuficientes à superação do esfacelamento a que o INCRA foi submetido nesses últimos trinta anos – extinção e restabelecimento parcial -, agravado pela continuada redução de seus recursos humanos, materiais e financeiros, os quais têm se mostrado sempre aquém do necessário ao provimento das demandas por serviços que lhe são encaminhadas em ritmo célere.

c) Que nessas duas últimas décadas, o quantitativo de famílias assentadas saltou de aproximadamente 200 mil para quase 1(um) milhão, ou seja, cerca de 3,5 milhões de pessoas assentadas em mais de 8,5 mil Projetos, numa área equivalente a 84 milhões de hectares, a demandar assistência técnica especializada, infraestrutura física e serviços sociais básicos, entre outras ações essenciais ao desenvolvimento e consolidação desses Projetos. Somam-se a isto, os processos de discriminação, regularização e arrecadação de terras públicas, além de um elenco de ações inerentes ao cadastro de imóveis rurais e ao ordenamento fundiário do País, envolvendo uma área superior 500 milhões de hectares.

d) Que, paradoxalmente, nesse mesmo período, o quadro de pessoal do INCRA foi reduzido de quase 9 mil servidores em atividades, para os atuais 6 mil, sendo que aproximadamente 40% já reuni condições para se aposentar, o que agravará mais ainda o já precário estado funcional em que se encontra a Autarquia. Por outro lado, mesmo não existindo estudos que melhor precisem a questão, a grosso modo, os próprios recursos orçamentários e materiais disponibilizados, a exemplo dos recursos humanos, não têm se mostrado suficientes para atender tamanho passivo, impossibilitando a universalização da própria inclusão social a que se propõe a reforma agrária.

Enfim, é diante desse contexto, Senhor Presidente, ante essa rápida abordagem considerando que as atribuições do INCRA, para além de serem exclusivas de Estado, são indistintamente dotadas de natureza interdisciplinar e complementar – ensejando a participação das diferentes categorias profissionais, de nível superior e intermediário, na condução consequente de sua missão –, que os seus servidores têm realizado todas essas greves. Elas são promovidas com o propósito de chamar atenção da sociedade, como um todo, e sobretudo, sensibilizar o vosso Governo para o necessário fortalecimento dessa Instituição, tão essencial à consolidação da democracia e ao cumprimento dos objetivos de um Estado republicano, ou seja, de servir aos interesses públicos e coletivos.

Por último, Senhor Presidente, queremos lembrá-lo que a nossa luta é sim pelo aparelhamento pleno do INCRA, para o cumprimento consequente de sua missão, a qual, inexoravelmente, perpassa pela melhoria de suas condições de trabalho, com o ajuste de seus padrões remunerativos, reestruturação e estabelecimento da isonomia entre as carreiras que integram seu quadro de pessoal – condições elementares à recomposição de sua força de trabalho, em quantidade e com qualidade.

Atenciosamente,

Diretoria colegiada da CNASI

Fonte: Ascom Cnasi - http://cnasilutas.wordpress.com/

Editado por ZeRepolho

sábado, 1 de maio de 2010

Comprovado que urna eletrônica é sujeita a fraude

Diversos pesquisadores da Holanda, da Índia e dos EUA trabalharam juntos em um projeto de pesquisa cuja conclusão foi a de que bastaria pouco tempo para alguém adulterar os resultados das eleições instalando um componente difícil de ser detectado e que poderia mudar os votos dos eleitores.

Diante da recusa do governo indiano em ceder um aparelho para a realização dos testes, o grupo conseguiu uma urna de maneira clandestina para que pudesse conduzir sua pesquisa. O trabalho contou com Alex Halderman, professor da Universidade de Michigan com experiência em urnas eletrônicas, e Rop Gonggrijp, ativista responsável pelo fim das urnas eletrônicas na Holanda.

Os pesquisadores afirmam que os sistemas de armazenamento eletrônico direto, sem um voto impresso que deve ser confirmado pelo eleitor e eventualmente utilizado em uma recontagem, são vulneráveis a adulterações, e que as medidas de proteção possíveis são ineficazes. No Brasil, o TSE também não cede urnas para testes independentes, e a impressão de votos só será obrigatória no país a partir de 2014.

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br

Editado por ZeRepolho

1º de Maio teve origem em manifestações norte-americanas

O Dia do Trabalho teve origem em manifestações ocorridas em 1º de maio de 1886, nos Estados Unidos. Os dias seguintes foram marcados pela continuação dos protestos a favor da redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas diárias.

No dia 3 de maio, os trabalhadores da fábrica Mc Cormick Reaper Works fizeram uma greve. A polícia foi chamada ao local para dispersar a manifestação, quando houve uma explosão entre as filas dos policiais. Uma pessoa morreu e muitas ficaram feridas. No fim do confronto, marcado também por tiroteios, sete policiais morreram e nunca se soube o número de trabalhadores mortos.

As manifestações eram organizadas por movimentos de esquerda, e a pressão política e a repercussão do caso na imprensa à época levaram à prisão de oito líderes trabalhistas em Chicago.

A escolha do Dia do Trabalho aconteceu em 1889, em um congresso socialista em Paris, em homenagem aos líderes executados nos EUA e aos trabalhadores que morreram nas manifestações

No Brasil, a data foi consolidada em 1924 no governo de Artur Bernardes. Na gestão Vargas, as medidas que beneficiavam os trabalhadores passaram a ser anunciadas no dia 1º de Maio.

Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br

Editado por ZeRepolho

GREVE DE SERVIDORES DO INCRA COMEÇA A IRRITAR GOVERNO

Foto: CNASI
O Governo Federal, leia-se Presidência do Incra, deu na manhã desta sexta-feira (30/4), em Brasília, demonstração de descontentamento com o movimento grevista dos servidores do Incra em busca do fortalecimento da autarquia.

Isso, por que uma comissão de 12 servidores teve no hall de elevadores uma improvisada reunião com o presidente do Incra, Rolf Hackbart, que visivelmente irritado com a postura reivindicatória dos carreiristas tentou desmobilizar a categoria.

Hackbart, contrariando seu já conhecido perfil de ouvidor das queixas dos servidores, deu informações desencontradas sobre as negociações com o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG). Informações essas, que ainda naquela manhã foram negadas pelo próprio MPOG, segundo relato de Edison Cardoni, integrante da direção da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal – Condsef.

Cardoni confirmou a reunião entre os servidores do Incra e o MPOG, nesta quarta-feira (5/5), às 10h30min. De acordo com o dirigente sindical, o Planejamento não vai desmarcar as reuniões com representações de servidores federais que estejam realizando paralisações ou em greve por tempo indeterminado, como é o caso do Incra.

Na avaliação do grupo de servidores que está no comando de greve da autarquia o comportamento incomum (e inadequado para gestor de um órgão da importância do Incra) só reforça a ideia que a decisão de parar as atividades da autarquia é acertada. O Incra necessita, realmente, de uma ação de fortalecimento em todos os aspectos, até de gestores.

Fonte: Ascom Cnasi/Assera-BR

Editado por ZeRepolho

quarta-feira, 28 de abril de 2010

INCRA entra em greve a partir de amanhã e aumenta suspense na SPU

Em assembleia, os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir de amanhã. O estado de Goiás e o município de Marabá, no interior do Pará, já estão em greve, por exemplo. O setor reivindica a reestruturação da tabela salarial. Ao mesmo tempo, a cada dia cresce a adesão à greve na Secretaria do Patrimônio da União (SPU). Apesar do corte do ponto, confirmado na prévia do contracheque, os servidores lotados no Órgão Central e na Superintendência do Patrimônio da União no DF, decidiram intensificar a mobilização em busca do atendimento de suas reivindicações. Com a transferência da reunião de negociação para amanhã, o setor acompanhou reunião das Gerências de todo o Brasil no Hotel Saint Paul, que contou com a presença do secretário de Recursos Humanos, Duvanier Ferreira. Usando coletes com a inscrição “Servidores em Greve”, eles ocuparam o auditório em manifestação silenciosa. Ponto do Servidor - Freddy Charlson - Jornal de Brasília - 28/04/2010.
"Enquanto isso em aqui em Natal a mobilização ainda não deslanchou. O que se vê é uma certa acomodação por parte de um bom número de servidores. Mas ainda não é hora de desistir. Na segunda (03) a ASSINCRA/RN estará realizando mais uma assembleia geral na tentativa de conscientizar os servidores a aderirem ao movimento nacional".

Editado por ZeRepolho

quarta-feira, 14 de abril de 2010