Quem escreveu isso merece nota "10"!
Um dia, o Senhor chamou Noé que morava no Brasil e ordenou-lhe: - ANTES DE 21.12.2012, 6 meses antes, (NOVO FIM DO MUNDO) farei chover ininterruptamente durante 40 dias e 40 noites, até que o Brasil seja coberto pelas águas.
Os maus serão destruídos, mas quero salvar os justos e um casal de cada espécie animal.
Vai e constrói uma arca de madeira.
No tempo certo, os trovões deram o aviso e os relâmpagos cruzaram o céu.
Noé chorava, ajoelhado no quintal de sua casa, quando ouviu a voz do Senhor soar furiosa, entre as nuvens:
- Onde está a arca, Noé?
- Perdoe-me, Senhor suplicou o homem.
Fiz o que pude, mas encontrei dificuldades imensas: Primeiro tentei obter uma licença da Prefeitura, mas para isto, além das altas taxas para obter o alvará, me pediram ainda uma contribuição para a campanha de eleição do prefeito.
Precisando de dinheiro, fui aos bancos e não consegui empréstimo, mesmo aceitando aquelas taxas de juros...
O Corpo de Bombeiros exigiu um sistema de prevenção de incêndio, mas consegui contornar, subornando um funcionário.
Começaram então os problemas com o IBAMA e a FEPAM para a extração da madeira.
Eu disse que eram ordens SUAS, mas eles só queriam saber se eu tinha um "Projeto de Reflorestamento" e um tal de "Plano de Manejo".
Neste meio tempo ELES descobriram também uns casais de animais guardados em meu quintal.
Além da pesada multa, o fiscal falou em "Prisão Inafiançável" e eu acabei tendo que matar o fiscal, porque, para este crime, a lei é mais branda.
Quando resolvi começar a obra, na raça, apareceu o CREA e me multou porque eu não tinha um Engenheiro Naval responsável pela construção.
Depois apareceu o Sindicato exigindo que eu contratasse seus marceneiros com garantia de emprego por um ano.
Veio em seguida a Receita Federal, falando em "sinais exteriores de riqueza" e também me multou.
Finalmente, quando a Secretaria Municipal do Meio Ambiente pediu o "Relatório de Impacto Ambiental" sobre a zona a ser inundada, mostrei o mapa do Brasil.
Aí, quiseram me internar num Hospital Psiquiátrico!
Sorte que o INSS estava de greve...
Noé terminou o relato chorando, mas notando que o céu clareava perguntou:
- Senhor, então não irás mais destruir o Brasil?
- Não! - respondeu a Voz entre as nuvens
- Pelo que ouvi de ti, Noé, cheguei tarde!
O PT já se encarregou de fazer isso!
Fonte: http://cachorroluco.blogspot.com/2011/04/arca-de-noe-brasileira.html
Editado por ZeRepolho
Somos vítimas de bullying político, moral e cívico. E nada fazemos. O país parece anestesiado pela overdose real de William e Kate naquela ilha ao norte do Equador. Ao sul, em nossa república tropicalista, assistimos passivamente a uma das cerimônias mais vergonhosas do Senado. Renan Calheiros acaba de entrar para a Comissão de Ética. Roberto Requião arranca gravador de repórter para apagar sua própria entrevista. Tudo com o beneplácito do padrinho-mor José Sarney.
Tapa na cara, bofetada na nação, cinismo institucional. Assim cientistas políticos e especialistas em ética classificaram as últimas ações do Senado. Roberto Romano, da Unicamp, declarou: “Se o Senado fechar amanhã, ninguém vai sentir falta, salvo os lobistas e os políticos que querem atingir o Tesouro Nacional por meio da troca de favores”. Claudio Abramo, diretor da ONG Transparência Brasil, foi além: “O Senado não precisa existir, não tem função. Não há nada que ele faça que a Câmara não possa fazer. Pode desaparecer sem prejuízo e seria até mais barato”.
Essas reações podem parecer destemperadas numa democracia que atribui seu equilíbrio à existência de duas Casas: a Câmara e o Senado. Mas respeito e credibilidade não são automáticos. Oito senadores indicados para a Comissão de Ética respondem a inquéritos ou processos no Supremo Tribunal Federal. A missão desse grupo “seleto” é vigiar e garantir o decoro dos 81 senadores. No novo conselho, muitos são amigos íntimos, alguns conterrâneos, do maranhense Sarney. O próprio Sarney esteve envolvido em 11 processos no ano passado – mas foi entronizado como “homem não comum” pelo ex-presidente Lula.
O presidente da Comissão de Ética, João Alberto, do PMDB, governou o Maranhão em 1990. Nesse ano, uma lei estadual doou um prédio histórico à família Sarney. Quem é João Alberto para ser o guardião do decoro do Senado? Quais são suas credenciais para o país acreditar em seu slogan “Vamos cortar na nossa própria carne”? Nas três vezes em que ocupou o mesmo cargo, João Alberto engavetou todos os processos abertos na Comissão de Ética. No Brasil de hoje, “formação de quadrilha” deixou de ser acusação.
Mais escandaloso é o resgate do líder do PMDB, o alagoano Renan Calheiros. O conselho aprovou em 2007 sua cassação, rejeitada pelo plenário. Calheiros enfrentou denúncias de quebra de decoro, corrupção, desvio de dinheiro público, sonegação de bens, uso de laranjas. Renunciou à presidência do Senado e foi absolvido pelos pares.
Oito senadores indicados para a Comissão de Ética estão enrolados na Justiça. É um tapa na cara da nação
A denúncia mais ruidosa contra Calheiros foi a de usar o lobista de uma construtora para pagar uma pensão mensal a Mônica Veloso, com quem teve uma filha fora do casamento. Ele alegou que alimentava a menina com a venda de bois nas suas fazendas. As notas fiscais estavam irregulares.
Mônica teve seus 15 minutos de fama, posou nua e hoje apresenta um programa de carros, Vrum, na televisão mineira.
Ela deixou imortalizada em seu livro uma descrição humana do amante. Segundo Mônica, Renan fingia que ia se separar. “No início do namoro, ele estava meio gordinho, mas fez dieta.” O casalzinho ia a festas, e Mônica era tratada “com deferência” no Senado. Para Renan, ela era “uma rosa única entre milhões de rosas”.
O então presidente do Senado cantarolava “Eu sei que vou te amar” de noite ao telefone, e queria pular Carnaval de rua com ela na Bahia. Mônica chamava Renan de “docinho”, “de tão meigo que ele era”, mas ele entrou em pânico quando ela disse estar grávida.
Tudo o que Calheiros possa ter de “docinho”, seu colega de Senado Roberto Requião tem de truculento. Arrancou na segunda-feira um gravador das mãos de um repórter. Irritou-se com uma pergunta procedente: ele abriria mão da aposentadoria de R$ 24.117 que recebe como ex-governador do Paraná? Requião só devolveu o gravador após apagar a entrevista. Sarney o defendeu: “Requião é um cavalheiro”. Na tribuna, o senador disse ser vítima do “bullying de uma imprensa às vezes provocadora e muitas vezes irresponsável”.
Bullying é o que os senhores, senadores, resolveram praticar contra quem paga seus subsídios.
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca
Editado por ZeRepolho

Alguns dos mais expressivos integrantes do bloco dos suspeitos, investigáveis e investigados senadores brasileiros tomaram de assalto o Conselho de Ética do Senado Federal. Ao invés de julgadores e investigadores, grande parte desses novos integrantes, estariam melhor acomodados do outro lado: o banco dos réus. O acintoso acontecimento entra para a crônica politica como um ato extremo de cinismo e ousadia. A sociedade brasileira, que perdeu completamente a capacidade de indignação, não se manifestou.
Quando obrigado a instalar o novo Conselho de Ética do Senado Federal, a velha raposa maranhense, José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado federal, resolveu anular, de vez, qualquer iniciativa do órgão, encarregado de investigar e julgar senadores que por ventura tenham cometidos abusos de poder, atos criminosos, ou tenham se comportado de forma desonrosa.
Tradicionalmente o Conselho de Ética sempre foi acusado de nunca funcionar. Acusam-no de minimizar os desmandos dos senadores, acobertar suas traquinagens, compreender estranhas promiscuidades com o crime e supostos atos de corrupção e nunca levando a efeito um processo que pudesse condenar os membros do senado, embora, nos últimos anos, motivos e chances não tivessem faltado.
Mesmo assim, todo cuidado é pouco, raposas como Sarney, sempre põe os bigodes de molho, não dando chance para o azar.
“O Conselho de Ética estava desativado havia cerca de dois anos, quando a bancada oposicionista renunciou coletivamente em protesto contra o arquivamento de todos os processos relativos ao "escândalo dos atos secretos" que envolviam José Sarney”.
Onze nebulosos processos foram para a lixeira. O presidente do Conselho de Ética, o amigo e correligionário de Sarney, o senador João Alberto, mandou arquivar, sem investigar, todas as acusações que pesavam contra o amigo, usando da prerrogativa de não haver nada que o impedisse, pois até então, não havia sido elaborado um regimento interno, para funcionamento do órgão.
A oposição acusa o senador João Alberto de ser portador da síndrome do arquivamento compulsivo e cinismo desenfreado. Por isso, Sarney o reconduziu ao cargo, e ele depois de empossado presidente do Conselho de Ética, disse que ia se conduzir com “independência”.
Segundo se especulou, para reativar o Conselho, o presidente do senado José Sarney, tratou de mancomunar-se com o não menos investigado senador Renan Calheiros, raposa das Alagoas.
Com efeito, escalaram a dedo os 15 senadores que terão assento efetivo no órgão. Foi uma seleção primorosa. Todas as precauções foram tomadas, para que os nomeados fosse o que de melhor havia nas bancadas dos investigados e suspeitos.
Partem do raciocínio de que gente investigada, não gosta de investigar ninguém. Seguindo esse raciocínio, conseguiram nomear entre os 15 senadores que terão assento efetivo no Conselho, oito que estão pendurados, em processos ou inquéritos no Superior Tribunal Federal (STF) ou encontram-se envolvidos em acusações com alguma falcatrua. Não é genial?
Puseram raposas rapineiras, com culpa no cartório, para tomar conta do galinheiro.
Não podia ser diferente, a velha raposa maranhense, José Sarney, usou toda a sua experiência do seu currículo de investigado, evitando que novas acusações tomassem folego, quer contra ele, ou qualquer companheiro desencaminhado.
Por outro lado, a raposa alagoana, Renan Calheiros, líder do PMDB, foi mais ousado, apressou-se em nomear-se integrante efetivo do Conselho de Ética. Um golpe de mestre de duplo efeito: enquanto zela para que ninguém lhe investigue, pode sorri ameaçador para os inimigos, que possam eventualmente cair em suas mãos para serem julgados.
Renan, também tem experiência de investigado pelo Conselho de Ética, cinco processos foram elaborados enquanto ele exercia o cargo de presidente do Senado, em 2007.
Uma dessas acusações apontava que uma empreiteira suspostamente pagava, em seu lugar, uma pensão alimentícia, para custear as despesas de uma filha concebida fora do matrimônio.
A situação ficou tão periclitante, que para reduzir a pressão, aconselhado pelo próprio Sarney, Renan foi forçado a renunciar à presidência do Senado. Há época, Renan era acusado, a usar de dossiês, contra os que o acusavam, chantageando-os para ser absolvido. Surpreende que agora ele volte como o mais poderoso membro efetivo do Conselho de Ética.
Mas ele não está só, encontrará no conselho, também como membro efetivo, outra raposas de fino trato, como o senador Romero Jucá (RR), líder do Governo no Senado, que tem uma extensa folha corrida de investigação de corrupção, obscuros escândalos e suposto enriquecimento ilícito.
Outro destaque é o senador Gim Argello (PTB-DF), aquele que se viu obrigado a renunciar à presidência da Comissão Mista de Orçamento, descoberto manipulando verbas parlamentares em benefício de "laranjas". Argello também é investigado em inquérito que tramita no STF por ter alugado computadores por valor superfaturado quando era deputado distrital em Brasília.
No mesmo patamar está o senador Edison Lobão Filho, do PMDB do Maranhão, afinal há muitas semelhanças entre lobos e raposas, chegou ao Senado sem um único voto, na vaga de suplente do pai, o ministro Edison Lobão, das Minas e Energia. Como empresário, é acusado de ser sócio oculto de uma distribuidora de bebidas que sonegou milhões de reais em impostos e de manter uma emissora clandestina de TV no interior do Maranhão.
Por tudo isso, não será impróprio chamar de alcateia ou raposada, o novo Conselho de ética do Senado. Por sinal a enciclopédia ensina que as raposas sul-americanas são falsas, “elas estão mais para o gênero vulpes”, da estirpe dos lobos e cachorrões.
O pior é que esses inescrupulosos animais veem, o povo brasileiro, como imprudentes e submissas galinhas que lhe servirão de repasto.
Em qualquer democracia do mundo, uma manobra como essa faria a oposição levar multidões em protesto as praças. Por aqui, o povo anestesiado com a escalada da impunidade, sem lideranças éticas motivadoras e confiáveis, abaixa a cabeça e curva-se a essa matilha organizada.
Até quando?
Em mais um flagrante de falta de sintonia com a opinião pública, Senado escolhe renomados fichas-sujas para tomar conta do decoro parlamentar.
Veja Online:
Após escapar de cinco representações com pedido de cassação em 2007, Renan Calheiros é um dos componentes do grupo que vai analisar decoro.
O senador sem voto Gim Argello chegou ao Senado como suplente e assumiu a vaga de Joaquim Roriz, que renunciou para fugir à cassação. Como relator da mais poderosa comissão do Congresso, usou o Orçamento da União para mandar dinheiro público para a família. Depois de denunciado por VEJA, em novembro do ano passado, acabou renunciando ao cargo de relator - Moreira Mariz/Agência Senado
O senador João Alberto Souza (PMDB-MA) foi eleito presidente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado na tarde desta quarta-feira, tendo Jayme Campos (DEM-MT) como vice. Ele comandará um conselho composto por alguns figurões cuja imagem passa longe da ética e do decoro, como Renan Calheiros (PMDB-AL), amigo do novo presidente.
O colegiado estava incompleto há dois anos, quando o processo contra o atual presidente da casa, José Sarney, foi arquivado, e volta a funcionar com a possibilidade de analisar o caso do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que tomou o gravador de um repórter por ter se incomodado com suas perguntas.
Na lista de 15 titulares do grupo que tem como função “advertir, censurar, suspender ou determinar a perda de mandato por quebra de decoro dos parlamentares”, o que não falta é ficha suja. Renan Calheiros sai na frente. Em 2007, o conselho colecionou cinco representações contra ele.
Um dos motivos foi a revelação, por VEJA, de que a amante do senador, com quem ele tem uma filha, recebia mesada de uma empreiteira. Entre as outras denúncias, estão a de tráfico de influência e a compra de uma emissora de rádio no nome de um laranja. Quando Renan renunciou à presidência do Senado, as acusações foram esquecidas.
Outra figura nada inocente que consta na lista de conselheiros é Gim Argello (PTB-DF), que era cotado para a vice-presidência. Herdeiro da vaga de Joaquim Roriz, que renunciou para fugir de uma cassação, o petebista foi relator do Orçamento em 2010 e teve de sair pela porta dos fundos quando foi acusado de desviar verbas de emendas para entidades fantasmas.
O coeso grupo conta ainda com Romero Jucá (PMDB-RR), que, em 2005, renunciou ao Ministério da Previdência ao tornar-se suspeito de ter recebido propina, e Lobão Filho (PMDB-MA), que tem pai ministro de Minas e Energia e foi réu em processo por estar envolvido na criação de uma emissora de TV clandestina no Maranhão e acusado de ser sócio oculto de uma distribuidora de bebidas que sonegava impostos.
Fonte: http://movimentoordemvigilia.blogspot.com
Editado por ZeRepolho
Acho interessante para acabar com a polêmica de "Presidente ou Presidenta", Um grande abraço a todos!
A presidenta foi estudanta?
Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Artigo de Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Fonte: http://dinomarmiranda.blogspot.com
Editado por ZeRepolho
A situação dos aeroportos ainda é o principal obstáculo para a organização do evento. Por Claudio Carneiro
Enquanto as autoridades políticas e esportivas brasileiras se esforçam em afirmar que o país está em dia na sua preparação para receber a Copa do Mundo de 2014, os fatos parecem dizer o contrário. Além dos aeroportos com problemas de infraestrutura – como é o caso do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, considerado um dos piores do mundo – algumas cidades, como Fortaleza, Salvador e Recife vivem o caos viário, com engarrafamentos semelhantes aos encontrados em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em muitas capitais, a rede hoteleira ainda deixa a desejar e, por último, mas não menos importante, diversos estádios estão com obras atrasadas, enquanto em outros, os trabalhos sequer começaram.
Quando o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) – ligado ao Governo Federal – apontou que nove dos treze aeroportos que receberão investimentos para a Copa do Mundo não ficarão prontos a tempo, o ministro do esporte, Orlando Silva, admitiu o que a FIFA já sabia: a situação dos aeroportos é o principal obstáculo para a organização do evento. “O cenário é que esses investimentos dificilmente ficarão prontos a tempo”, disse o coordenador de Infraestrutura Econômica do Ipea, Carlos Campos. Os terminais de Brasília, Campinas, Confins, Cuiabá, Fortaleza, Guarulhos, Manaus, Porto Alegre e Salvador não terão suas obras concluídas para a Copa. “Se tudo der certo, o de Curitiba ficará pronto no mês do torneio”, afirmou.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, garante que o estádio mais importante do evento – o Maracanã – estará pronto e reformado em dezembro de 2012 para receber, até mesmo, a Copa das Confederações de 2013. O estádio ainda está em fase de demolição de arquibancadas enquanto ainda se discute pela derrubada ou não de sua cobertura. Teixeira nega atraso também na construção do Estádio do Corinthians, aquele “Quadradão”, em São Paulo, que ainda não teve suas obras iniciadas.
Irônico, Teixeira chamou o presidente da FIFA Joseph Blatter para acompanhar o andamento das obras: “Convido o presidente para vir ao Brasil e ver de perto o progresso que ele mesmo elogiou após uma reunião do conselho FIFA/COL, realizada em Zurique”. Tal excesso de confiança é o traço de quem não visita, há algum tempo, as três principais cidades do Nordeste que vivem hoje sérios problemas de mobilidade. O aumento da frota é um deles. Entre 2006 e 2010, Fortaleza viu seu número de veículos aumentar em mais de 242.011 mil e Salvador recebeu mais 207.153 unidades, totalizando 660 mil veículos entre carros de passeio, motos, ônibus, caminhões e congêneres. Recife tem mais 151.605 veículos rodando em suas ruas do que há cinco anos. Para piorar, estas capitais receberam baixos investimentos em transporte público e infraestrutura viária.
Responsável pelos planos de mobilidade da prefeitura de Recife, Milton Butler acredita que não há mais condições de se pensar no transporte individualizado. “A frota de veículos aumenta indefinidamente, mas a cidade é limitada. Nossa prioridade é o transporte público”. Sobre a criação de corredores exclusivos para ônibus – os Bus Rapid Transit (BRTs) – o urbanista se diz o maior defensor do sistema – que considera mais barato, mais eficiente e mais “pé no chão”. Butler ressalta, no entanto, que a mera divisão de pistas com uma faixa no meio pintada de azul – como foi feito no Rio de Janeiro – não é BRT. É BRS, de Bus Rapid Service. “O sistema BRT requer horários rígidos de chegada do ônibus no ponto. Além disso, a faixa de rolamento dos coletivos tem de estar num plano diferente do nível da rua”. Por último, o especialista garante que a estrutura viária da capital pernambucana estará pronta para a Copa do Mundo e, até mesmo, para a Copa das Confederações.
Saindo das ruas e entrando em campo, a FIFA exige que todos os estádios tenham, pelo menos, 40.000 assentos. O estádio da abertura, pelo menos 60.000 lugares e o de encerramento, mais de 80.000. A entidade determina ainda que todos os espectadores tenham cadeiras individuais numeradas e com encosto de 30 centímetros. Coisas que o torcedor não está habituado a ver nos estádios – banheiros limpos, amplos corredores de entrada e saída, total visibilidade do campo e tribunas de imprensa bem equipadas – constam da lista de exigências da FIFA. Nas imediações da arena de jogo é preciso haver hospitais e estacionamentos. No entorno de diversos estádios brasileiros – como o do Maracanã – o que se vê são populações de rua dormindo ao relento – ou nas próprias bilheterias – praticando furtos ou esmolando. Está na hora de decidir se é melhor entrar em campo ou “pendurar as chuteiras”.
Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br
Editado por ZeRepolho