BLOG DO REPOLHO ROXO

“A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.” (Carlos Drummond de Andrade)



sábado, 5 de maio de 2012

A cozinha maravilhosa de Carlinhos Cachoeira!




Demóstenes ao molho de pato, acompanhado de arroz com guariroba e pamonha seria exclusivo da culinária goiana, podendo ser ampliado e adaptado para outros estados. Por Claudio Schamis

O grupo de Chefes de Cozinha da Empreendimentos Carlinhos Cachoeira Ilimitada , comandado pelo próprio Carlinhos, em reuniões ultrassecretas decidiram que iriam revolucionar a cozinha política brasileira e fazer o prefeito perfeito. E quem sabe com isso até concorrer ao prêmio da categoria.

O prato já tinha até nome: Prefeito Demóstenes ao molho de pato, acompanhado de arroz com guariroba e pamonha. O prato seria exclusivo da culinária goiana, podendo se tudo desse certo ser ampliado e adaptado para outros estados, conforme a fome do dono. E o dono mostrou ter muito apetite e indícios de que queria o monopólio do Brasil.

Enterro dos ossos! - O enterro dos ossos é uma prática comum na nossa sociedade. Tanto que PC Farias participou de um desses rituais. E já alertaram que temem que chamem Carinhos Cachoeira para um ritual desses. O que seria muito bom para muita gente que com certeza iria comemorar com vinho e pizza pra não deixar pistas e suspeitas.

Pamonhas fresquinhas! - Quem pode explicar o fato de Carlinhos Cachoeira que provocou um dos maiores terremotos de todos os tempos em nossa política estar preso numa cela com outros presos no Complexo Penitenciário da Papuda justamente no covil dos lobos em Brasília? Ou seriam ratos?

Para acontecer uma briga besta dentro de uma cela não é preciso muita coisa.

Tem angu nessa pamonha!


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terça-feira, 1 de maio de 2012

Trabalhador não quer só aumento de salário, quer ser reconhecido e valorizado



Roberta Lopes - Repórter da Agência Brasil

Brasília – Além de aumento salarial e redução da jornada, os trabalhadores brasileiros querem mais segurança, capacitação profissional, assistência à saúde, valorização e reconhecimento da atividade que exercem. Foi o que constatou a Agência Brasil, que foi às ruas para descobrir se as reivindicações dos trabalhadores coincidem com as demandas apresentadas pelas centrais sindicais neste 1° de Maio.

Na pauta de reivindicação dos sindicalistas estão, entre outros pontos, a redução da taxa de juros, o fim do fator previdenciário, a valorização das aposentadorias, a igualdade entre homens e mulheres, o trabalho decente, o fim do imposto sindical e a regulamentação da terceirização.

Entretanto, as reivindicações que afetam mais diretamente o dia a dia dos trabalhadores foram as mais citadas pelos entrevistados: a redução da jornada sem corte de salários, educação e qualificação profissional e o aumento salarial. Das 13 pessoas ouvidas pela Agência Brasil, seis reclamaram da excessiva jornada de trabalho e nove reivindicaram salários mais altos.

As centrais sindicais pedem ainda a valorização do salário mínimo, que hoje é R$ 622. Segundo pesquisa do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor deveria ser aproximadamente R$ 2,4 mil para cobrir todas as necessidades básicas previstas na Constituição Federal.

Grande parte dos entrevistados declarou que gosta da profissão que exerce e não quer mudar de área. Entretanto, pede mais valorização e reconhecimento por aquilo que faz.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/


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A gora é possível fazer ligações interurbanas de graça nos orelhões da Embratel



 

Sabrina Craide - Repórter da Agência Brasil

Brasília - De 30/04 até o dia 31 de dezembro, a Embratel não poderá cobrar por chamadas nacionais de longa distância feitas por meio do código 21 nos 1,5 mil orelhões sob responsabilidade da concessionária. A medida foi determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por causa do desempenho insatisfatório da Embratel na execução do plano de revitalização da telefonia de uso público, iniciado em setembro de 2011.

A Anatel constatou que parte significativa da planta de orelhões da Embratel continua fora de condições de uso. Até junho, as ligações interurbanas grátis deverão estar disponíveis em, no mínimo, 70% dos orelhões da companhia. A Embratel também deverá elevar a disponibilidade e a qualidade dos telefones públicos em 80% até 30 de setembro e em 95% até 31 de dezembro, sob pena de restrição à cobrança de outras chamadas, inclusive nos telefones individuais.

A Embratel informou que a gratuidade foi uma iniciativa proposta pela própria empresa para atender ao plano da Anatel de melhorar a telefonia de uso público. Segundo a concessionária, a planta de orelhões está sendo totalmente renovada, com previsão de conclusão em dezembro de 2012. Antes, até julho, serão substituídos 75% dos telefones públicos da Embratel.

Edição: Vinicius Doria

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

POLÍTICO PODE ADOECER, QUEM PAGA É O CONTRIBUINTE



Adauto Medeiros(*)

A pergunta que eu gostaria de ver respondida é: quem está pagando o internamento de todos os políticos de Brasília no hospital Sírio Libanês? Como dizia Ulisses Guimarães “o melhor médico de Brasília é o Dr. Boeing”. Político de Brasília não pode ter uma febre que vai logo correndo para o Sírio Libanês. Mas pensando bem, é claro que eles podem ir, afinal quem paga mesmo a conta não são eles, são os escravos também conhecidos pelo apelido de “contribuinte”.

Agora mesmo recente vendo o Sarney no Sírio Libanês (foto), fiquei me perguntando porque ele não vai para os hospitais de São Luiz do Maranhão, lugar onde está a família dele, ou melhor, a sede do império político e jornalístico dele, pois lá ele tem uma TV Mirante, mais 59 estações de rádio que transmitem a cadeia Mirante de rádio, 1 jornal chamado “Estado do Maranhão”. Ora, ele deveria ir para lá, para os hospitais públicos feitos por ele, hospitais certamente de primeiro mundo que ele mesmo construiu, fez comício para divulgar, recebeu votos por isso. Porque eu não acredito que um político que já foi inclusive presidente do país possa construir algo que não seja de primeiro mundo.

Será que ele não vai para ceder a vaga a um trabalhador, talvez um trabalhador amigo do Lula? Bom, o certo é que o ex-presidente da República, Lula, está lá também no Sírio Libanês com direito a fonoaudiólogo, e tudo o mais. Quem está pagando? Será o PT? E se for de onde está vindo o dinheiro? Do Cachoeira? Ah, desculpem, sei que deve estar vindo dos trabalhadores, as grandes vítimas do PT.

Interessante que o médico mais famoso de São Paulo é o Dr. Kalil que é o médico das celebridades e que é descendente de árabes. Ele é o médico de Lula. Será que o Dr. Kalil foi quem influenciou Lula na sua política externa exigindo que Lula apoiasse o desenvolvimento das armas atômicas do Irã com intenção de jogar em cima de Israel?

Talvez quem não goste do Dr. Kalil seja a mulher do Lula, pois o tratamento dos árabes dispensados historicamente as mulheres tem sido da pior da qualidade. Os árabes tem um provérbio que diz: “Dê uma surra na sua mulher todos os dias. Você não sabe porque está dando, mas ela sabe porque está apanhando”. Deus queira que Lula não mude.

(*) Engenheiro civil e empresário. adautomedeiros@bol.com.br

Fonte:  http://prosaepolitica.wordpress.com

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

POSSÍVEIS RESULTADOS DA CPI



Diante de tantas evidências da corrupção que assola o país, particularmente nos últimos 9 anos, eis que algo de útil parece que será feito. Útil porque a experiência infelizmente nos ensina que os resultados de investigações, processos, condenações etc., sempre foram pífios e sem mudança radical como deveria acontecer.

No caso da atual CPI já aparecem sinais de “ajeitamento” de interesses visando principalmente a blindagem ao governo (executivo e legislativo). Lula insiste em que ela mostre resultados favoráveis a ele e seus aliados, visando exclusivamente atingir adversários políticos, particularmente do PSDB e DEM. Com isso poderia conseguir, além do fim já previsível do mensalão, sucesso nas próximas eleições.

E isso poderá acontecer. Afinal foi descrita a composição da tal CPI. Dos 32 parlamentares indicados, 8 respondem a inquéritos e ações penais que tramitam no STF, originados de problemas ocorridos nas funções públicas que eles exerceram. Destes oito, seis pertencem à base aliada do governo.

Estes dados seriam suficientes para uma previsão do final da “contenda”. Contenda sim, pois será apenas uma luta entre partidos para mostrar quem tem realmente mais poder. O resultado será a permanência indefinida no comando. Pesquisa recente já mostra que, mesmo aprovando Dilma, a maioria prefere a volta de Lula à presidência.

Poderíamos então simplesmente nos esquecer de progressos já que os comandantes conseguirão os resultados para os quais ela foi criada.

Mas algo de bom parece que vai finalmente acontecer. O brasileiro ficou pasmado com a notícia divulgada nesta semana. Pasmado porque não sabia que no Código Penal em vigor desde 1940, não consta o enriquecimento ilícito como crime. Com isso ele ficou sabendo por que no Brasil quem rouba pouco poderá até ser condenado. Mas, quem fica rico por fraudes será sempre livre. Agora entendemos alguns dos resultados ocorridos na história, entre os quais, os da CPI dos “anões do orçamento”. Foi nesse caso que soubemos de um deputado que ficou milionário “ganhando” fortunas semanalmente na Mega Sena. Sempre ele acertava os números. Além dele muitos outros ficaram ricos assim e estão livres.

Mas com a “fedentina” pública atual (quem esperava de um Demóstenes – tido e havido como pessoa correta, honesta, digna e respeitada – o que acaba de ser descoberto?) parece que terá afinal um fim. Atenção para a melhor notícia dos últimos anos:

A comissão de juristas do Senado que estuda mudanças no Código Penal aprovou uma proposta que cria o crime de enriquecimento ilícito. Claro que é apenas uma proposta. Para se tornar efetiva terá que passar pelas infindáveis comissões no legislativo num “vai e volta”, como acontece com o Código Florestal, até chegar à sansão presidencial e entrar em vigor.

Um processo demorado mas que, se aprovado, um dia será útil para o efetivo combate à corrupção.

(*) Foto: A aprovação da CPI.

(*) Fonte: Congresso em Foco.


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segunda-feira, 23 de abril de 2012

O anunciado fim da Reforma e do Desenvolvimento Agrário no Brasil

No dia 25 de abril os servidores do MDA e do INCRA realizam paralisação das atividades em todo o território nacional. O ato se dará num contexto de jornada de lutas unificada das três entidades associativas da categoria (Cnasi, Assinagro e AsseMDA) pela melhoria das condições salariais, em adesão à convocação do grupo de 31 entidades nacionais, como a Condsef. Também se dará num contexto de derrotas para a reforma agrária e a agricultura familiar.

É importante que se entenda estes dois contextos, aparentemente desconexos, através dos fatos que neles se intercalam. Pois exprimem uma mesma situação: o desprestigio que passa o modelo camponês de produção e a reforma agrária junto ao Estado brasileiro.
O INCRA, entre 1985 e 2011, teve o seu quadro de pessoal reduzido de 9 mil para 5,7 mil servidores. Nesse mesmo período, sua atuação territorial foi acrescida em 32,7 vezes – saltando de 61 para mais de 2000 municípios, um aumento de 124 vezes no número de projetos de assentamentos assistidos. Até 1985 o INCRA geria 67 projetos de assentamento. Hoje este número supera os 8.700, e a área total assistida passou de 9,8 milhões para 80 milhões de hectares.

O número de famílias assentadas atendidas pelo órgão passou de 117 mil para aproximadamente um milhão, totalizando cerca de quatro milhões de pessoas. Encerrando, assim, um verdadeiro paradoxo, entre um crescimento da demanda de serviço e uma redução drástica, nos últimos anos, de meios para atendê-los. Ressalta-se ainda que o número de servidores está prestes a sofrer novas reduções. Somente no Governo Dilma, outros 2.000 funcionários estarão em condições de aposentadoria, aprofundando ainda mais o déficit de servidores no órgão.

Além da aposentadoria, a baixa remuneração percebida pelos servidores do órgão tem sido importante agente de evasão. Nos últimos dez anos o INCRA realizou três concursos. É verdade que o número de vagas disponibilizadas foi muito reduzido, insuficiente para suprir a gigantesca demanda do órgão. Entretanto, nem essas poucas vagas hoje se encontram preenchidas. Dos dois primeiros concursos realizados, cerca de 30% dos servidores já pediram exoneração. Do último concurso, realizado em 2010, cuja homologação se deu há poucos meses, apenas 51% dos profissionais convocados assumiram.

Situação semelhante é vivida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Criado em 1999, seu primeiro concurso ocorreu apenas em 2009, sendo que já houve uma evasão de 1/3 dos servidores. Hoje, a força de trabalho oficial do MDA é inferior a 140 servidores para todo o país. Assim como no INCRA, a principal causa da evasão são os baixos salários.

Os concursos para provimento nos órgãos agrários são pouco atraentes. Nestes órgãos não há política de capacitação, nem política de qualidade de vida no trabalho, tampouco política de carreira, e nem previsão de contratação de novos servidores. Ademais, a remuneração dos servidores efetivos do MDA e INCRA é, em média, duas vezes e meia inferior à do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Sendo que em todos os órgãos, INCRA, MDA e MAPA, realizam-se funções similares e até 2003 tinham seus salários equiparados. Distorção que se iniciou e aprofundou justamente nos governos do Partido dos Trabalhadores.

No discurso oficial o governo reproduz a ladainha dos inoperantes, de que a questão agrária não se resolverá "pura e simplesmente com a distribuição de terra", de que é necessário “qualificar os assentamentos existentes”, de que é preciso pensar e “garantir uma agricultura familiar pujante”. Pura balela. A verdade é que o governo não tomou posse na área agrária, não sabe e não quer promover o desenvolvimento agrário e quando se pronuncia é apenas para enrolar.

Na questão da assistência técnica, por exemplo, o programa de assistência técnica (ATER), do MDA, de incentivo básico a produção da agricultura familiar não poderá garantir sua expansão devido à falta de servidores. O MDA não tem como expandir o programa. Todos os servidores do órgão estão com sua carga máxima de contratos para fiscalizar. Atualmente há mais de 40 contratos que estão assinados no MDA e não iniciam suas atividades porque não há servidores disponíveis para fiscalização.

Por sua vez, o corte este ano em 70% das verbas de custeio para o INCRA simplesmente engessa o órgão. O INCRA está e continuará parado, caso não se reverta isso. Um dos principais efeitos do corte será a inevitável redução dos serviços de assistência técnica aos assentamentos da reforma agrária, pois os contratos já feitos terão que ser cancelados. Essa redução do custeio contraria a própria política do governo, pois não há como falar em produtividade ou “qualidade” da reforma agrária sem assistência técnica.

A continuar esse espetáculo vergonhoso, de se receber as migalhas da política agrícola e manter o corpo técnico dos órgãos agrários à míngua, a agricultura familiar e reforma agrária continuarão a padecer.

Mais digno seria o governo assumir publicamente que não lhe interessa a agricultura camponesa ou a reforma agrária, que seu projeto para o campo é e sempre foi o agronegócio. Dizer em seu discurso oficial o que os dados já demonstram: que o Brasil sofreu nos últimos anos o maior índice de concentração de terras de todos os tempos; que está em curso um enorme processo de concentração da produção agrícola, que destina 85% de todas as terras agrícolas apenas para quatro produtos (soja, milho, cana e pecuária de corte); que a política econômica do governo é voltar o país aos tempos coloniais, uma república exportadora de bens primários.

Enquanto os servidores acreditarem que para superar essa barreira é preciso lutar pela estruturação dos órgãos públicos para atendimento das demandas sociais existe esperança. Assim, será preciso que a sociedade lute por um modelo de desenvolvimento agrário calcado na Reforma Agrária e na consolidação da Agricultura Camponesa e/ou Familiar.


Confederação Nacional das Associações dos Servidores do INCRA – CNASI
Associação Nacional dos Engenheiros Agrônomos do Incra – ASSINAGRO
Associação Nacional dos Servidores do MDA – ASSEMDA



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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Problema do governo não é a falta de dinheiro e sim suas prioridades

O governo da presidenta Dilma Rousseff deu mais uma mostra de que o problema para não atender as demandas apresentadas pelos servidores públicos não está na falta de dinheiro nem no clima de austeridade tão propagado pelo Ministério do Planejamento durante as negociações com a categoria. Essa semana o governo anunciou mais um pacote de “incentivos” à indústria. Numa velocidade impressionante, como num passe de mágica, foram concedidos R$ 65 bilhões em “incentivos” que nada mais são do que a isenção de impostos ao empresariado. Com essa nova remessa, entre 2011 e 2012 o governo concedeu a empresários em isenção fiscal aproximadamente R$155 bi. Em contrapartida, no mesmo período, contingenciou das áreas sociais mais de R$ 105 bi. Na avaliação da Condsef os dados revelam um comportamento de “Hobin Hood” às avessas por parte do governo. “O que vemos é que este governo tem tirado recursos dos trabalhadores para conceder benesses ao empresariado”, observa Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Condsef. A observação tem razão de ser nos números.

Fica claro que o discurso de austeridade, portanto, aparece apenas quando o diálogo envolve servidores públicos. Até o momento o governo tem se mostrado pouco sensível às reivindicações apresentadas pela categoria. Dos sete eixos que compõem a Campanha Salarial 2012 - que reúne 31 entidades nacionais em defesa dos servidores e serviços públicos - o Ministério do Planejamento assumiu apenas a possibilidade, ainda que remota, de estudar a apresentação de proposta para reajuste no pacote de benefícios como auxílio-alimentação, creche, transporte e plano de saúde. Os servidores têm encontrado dificuldades também na busca pelo atendimento de acordos e compromissos já firmados e ainda não cumpridos.

Na última reunião no Planejamento, os argumentos de que o atendimento das demandas dos servidores poderia gerar problemas para a economia brasileira foram questionados pelos sindicalistas. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, chegou a registrar que o governo brasileiro só tem restrições orçamentárias quando discute demandas dos trabalhadores reforçando os bilhões que o governo já disponibilizou em desoneração concedida a empresários.

O comportamento tem sido chamado pelos sindicalistas de “política gerdariana” uma alusão a um dos principais integrantes do Conselho de Política de Gestão do governo Dilma, o empresário Jorge Gerdau. O conselho também conta com a participação de outro grande empresário, Abílio Diniz, dono da Companhia Brasileira de Distribuição, que inclui as bandeiras de Varejo Alimentar, Pão de Açúcar e Extra, de Atacarejo, Assaí e de Eletro, Ponto Frio, além de sócio majoritário das Casas Bahia.

Mobilização deve ser intensificada – No último dia 28 as 31 entidades nacionais unidas em torno da Campanha Salarial 2012 promoveram uma marcha em Brasília que contou com a participação de 6 mil servidores de todas as esferas. A próxima atividade de mobilização da categoria acontece no dia 25 de abril com um Dia Nacional de Luta que prevê a paralisação de atividades em todo o serviço público federal. Segue ainda o debate entre os servidores sobre a necessidade de se iniciar uma greve por tempo indeterminado.

Para a Condsef é clara a necessidade de reforçar a mobilização dos servidores e debater fortemente a realização de uma greve. “Diante das atitudes do governo, o que nos resta para demover esta postura intransigente é realizar um grande dia de paralisação dos federais preparando a categoria para uma possível greve geral do funcionalismo público”, destacou o secretário-geral da Confederação, Josemilton Costa.

Plenária Estatutária – Na próxima semana, entre os dias 12 e 15 de abril a Condsef realiza Plenária Estatutária que contará com a presença de representantes de sua base de todo o Brasil. Na oportunidade serão debatidas as dificuldades por que passa a categoria nos processos de negociação com o governo. Além da necessidade de decretar um indicativo de greve, os servidores devem definir um calendário de atividades e ações na busca pelo atendimento de suas principais reivindicações.


Editado por ZeRepolho